02
Set
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As Expedicoes

A Companhia vai-se dedicar a varios empreendimentos. Um barco tal como os que estao projectados pode ser a base de uma grande variedade de actividades, em aguas muito diversas. Aqui fica a lista preliminar. Depois dessa, fica so a faltar a explicacao da forma de organizacao , exploracao e gestao, mas acho que ja da uma boa nocao do que se trata

-Primeiro , Escola de Vela , alto Mar e Costeira.

-Depois , cruzeiros simples e em terceiro , e o mais importante , Expedicoes Oceanicas, Historicas , Cientificas , Humanitarias , de Surf , de Mergulho.

Mais detalhadamente:

-A introducao ‘a navegacao a vela , nao so para curiosos e iniciados pagantes como para uma multidao de miudos com vidas dificeis que em condicoes normais nunca sequer se podem chegar perto de um barco. Infelizmente nao ha falta deles numa grande quantidade de instituicoes sociais e uma tarde passada a navegar no Tejo custa perto de nada e pode fazer uma diferenca tremenda nas vidas desses miudos.Esta parte obviamente nao tem fins lucrativos.

-Alem disso um programa de introducao para quem tem curiosidade e inclinacao naval. Sem um foco intenso em curriculos para obter licencas de patrao de costa ou do que seja ( ate porque nao vale a pena , os curriculos nacionais nao sao adequados a este seculo) , simplesmente para dar um primeiro ( e segundo…) contacto com o Mar , ou refrescar aqueles que deixaram o interesse esmorecer.

-Um nivel seguinte com um programa de instrucao para quem seguir uma via profissional na nautica

-A seguir , nada inovador mas igualmente importante, simples cruzeiros costeiros , nada mais do que aluguer dos barcos com ou sem tripulacao para “passeios” curtos. Isto ‘e banal , mas a diferenca vai estar em como ‘e organizado , onde estao localizados os barcos ( em Sesimbra…ou no Mindelo) e como se compram e vendem estes cruzeiros.

-O mais importante , as Expedicoes.

1, Oceanicas , como uma travessia Atlantica ou um Tringulo das Ilhas ( Lisboa , Madeira , Acores , Lisboa) . Uma experiencia unica para a maior parte das pessoas.Fiz umas pequisas , os precos que sao cobrados actualmente por viagens dessas por operacoes inglesas , francesas ou espanholas sao simplesmente imorais.Nao admira que pouca gente sequer pense em fazer isso

2,Historicas . Largar de Lagos para dobrar o Cabo Bojador ou , porque chegaremos la , demandar as Indias.

3 ,Cientificas. Simples exemplo , a Universidade dos Acores tem um departamento de Biologia Maritima que esta sempre a lutar com falta do meio principal para o seu trabalho: barcos. O custo para a Universidade de alugar um dos barcos por 15 dias , especialmente um barco como os da Companhia , ‘e mais do que atractivo , especialmente quando comparado com o mercado existente , esclerotico, atrasado , mesquinho e sem visao.

3, Humanitarias. Sabem quanto custa levar duas toneladas de livros escolares ate Bissau , por exemplo? Falem com uma ONG , pecam um orcamento. A Companhia das Indias pode faze-lo por um terco.Garanto.

4,Surf e Mergulho.Os adeptos destas duas actividades sabem bem que muitos dos melhores lugares para a pratica sao so acessiveis por barco. A Companhia vai la, e pode la ficar por uma semana.Seja onde for.

Alem destas actividades , essencialmente lucrativas , ha outra muito importante que ‘e criar um espaco de estudo e discussao sobre as Descobertas. Porque ‘e diferente estudar e discutir viagens maritimas em navegacao ou enquanto se prepara uma expedicao do que nos bancos da escola. Porque se pode efectivamente ir comprovar e experimentar como era.

E ‘e isto sumariamente , a descricao das actividades a que a Companhia se propoe. Falta-me explicar a forma de organizacao e o modelo de exploracao, e ver o que acontece…..


7 Respostas to “As Expedicoes”


  1. Setembro 3, 2007 às 6:53 pm

    Não sei muito bem se é aqui que deixo o comentario…estas inovações!.
    Tenho que te dár os parabéns por este sitio novo ,principalmente porque foram irradiados aquelas “coisas” torcidas.
    Mas agora mais a sério,…eu não sei se percebi muito bem,mas,fico á espera da continuação da ideia para depois dar uns palpites.De qualquer das formas eu penso que o objectivo é interessante e aplicável,principalmente porque para pôr uma coisa dessas em prática é preciso alguem com uma visão diferente daquilo que existe,e, parece-me que o Jorge pela experiencia que tem pode abanar as coisas. O primeiro curso de vela que fiz,foi no tejo,e o sr.Varela fora dos cursos passeava pessoas completamente stressadas apenas pelo prazer do silencio.Tambem tenho que dizer que ele agora arranjou um emprego e que se deixou dessa vida,por isso…tem que ser uma coisa muito bem feita , original e com uma cobertura forte.Esperamos para vêr.

  2. 2 Jorge Ventura
    Setembro 3, 2007 às 11:27 pm

    Caro Rui , ainda bem que cativo o interesse.Em breve mais pormenores , a medida que a ideia tambem toma forma mais clara.Mas gostava muito de saber quais eram as “coisas torcidas…”.
    Um abraco , vamo-nos vendo por aqui, aguardo e agradeco as sugestoes e palpites!

  3. 3 goncalojoao
    Setembro 5, 2007 às 9:49 am

    Alo
    Tenho andado um pouco afastado das internets, mas digo-te que isto é grande projecto. estou disponível para me envolver na coisa a sério. Entretanto, também devo ter um pequeno contributo para o blog, a partir de um livro que estou a ler.

    Abraço,
    Gonçalo

  4. Setembro 5, 2007 às 10:49 am

    As coisas torcidas eram o código que se tinha que introduzir para se colocar um comentário,nada de mais portanto. Entretanto comprei o livro que relata uma viagem efectuada por alguns sócios da ANC aos açores em 2006.Eu ,além de meia duzia de regatas no tejo nunca fui a lado nenhum ,portanto,não quero parecer injusto quando digo que é incrivel como é que um pais com um passado como o nosso com a extenção de costa que temos e como estamos tão de costas voltadas para as grandes viagens por mar.O genuino madruga saiu (acho)no dia 27 para uma volta ao mundo em solitario pelo cabo Horn (no sentido mais dificil),parece que é o primeiro Portugués a fazê-lo, mesmo que não seja…é o segundo…terceiro,que importa,o que importa é que a maioria das embarcações ganham o estatuto de residentes vitalicios nas marinas,sendo uma viagem em Agosto ao Algarve o exponte maximo das suas vidas de charrete entregues a montanheiros de sequeiro.Demasiado duro? que se lixe é a verdade.

    P.s. as minhas desculpas para as raras excepções.

  5. 5 Jorge
    Setembro 5, 2007 às 12:52 pm

    Nao , infelizmente nao ‘e demasiado duro….

  6. Setembro 5, 2007 às 5:40 pm

    Sou eu outra vez…no comentario anterior aonde digo…montanheiro…o que eu queria dizer era …marinheiro…

    Bem,eu como sou marinheiro de sequeiro tambem ,porque não tenho barco(a motor não conta)estou a pensar em construir um!.Já ando a ponderar á demasiado tempo..é como rizar a vela,a altura certa para o fazer é a primeira vez que pensamos nisso,se tivesse começado quando me ocorreu a primeira vez,já tinha o casco feito.não sei se este tema interessa á companhia das indias, se fôr caso disso eu posso acrescentar mais algumas coisas.

    um abraço

  7. 7 Baioneta
    Setembro 6, 2007 às 12:50 pm

    Carissimo JV

    Tenho estado a aguardar outros desenvolvimentos, neste teu novo projecto antes de fazer qualquer comentário, mas parece-me, que já percebi a ideia e sinceramente parece-me que pode muito bem ter futuro, em todos os exemplos que referes, vejo sentido, e lógica, agora há que divulgar a “coisa”, acho que um bom trabalho na vertente comercial é sempre bom.
    Se puder ajudar, dispõe e se tiver disponibilidade poderás contar comigo…

    Muita sorte e ambição para este novo projecto.
    LB


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