Arquivo da categoria 'Projecto'

29
Nov
07

A Cooperativa das Índias

Por sugestão iluminada de um amigo importante , estuda-se agora uma alternativa à organização da Companhia .Parece que afinal a Companhia das Índias vai ser uma Cooperativa das Índias.

As desculpas pela grande pausa que houve aqui, mais em breve , muito breve.

15
Set
07

Modus Operandi

Em primeiro lugar cabe dizer que o vou expor a seguir ‘e uma ideia ,  nao sei bem   como ‘e que se enquadra nos processos e regulamentos que regem as empresas e as actividades economicas em Portugal.Arrisco-me a a utilizar termos de modo impreciso e a que alguem com mais conhecimentos de gestao e economia do que eu ( o que nao ‘e nada difcil) me venha dizer que ou ‘e impraticavel ou ilegal , mas sao precisamente essas opinioes que eu procuro.

A participacao na Companhia pode fazer-se em tres modos diferentes:
1-Accoes , chamemos-lhe “classe A” , que serao postas a venda assim que a Companhia entrar em funcionamento. Estas accoes serao de valor baixo ,e espero que com o minimo de encargos possivel e sao titulo de uma determinada percentagem do capital e activos . Estes activos serao dois barcos  , um site e um plano de actividades anual para uma carteira de clientes/participantes.
Um determinado numero de accoes ( a definir) da ao proprietario nao so ‘a correspondente fraccao do valor da Companhia como como assento na Direccao , ou Comissao Directiva , que determina e coordena as actividades. Ate aqui nada de novo, a nao ser talvez o facto de eu querer ultrapassar a CMVM pela  direita. Nao faco segredo disso e se me for representado que   ‘e claramente ilegal , inviavel e arriscado , ha outras opcoes. Os activos sao moveis.
Um determinado numero destas Accoes A da igualmente direito a um determinado tempo de uso dos barcos , que pode ir de horas a meses.
Estas accoes podem ser compradas com dinheiro ou com tempo e trabalho.Como ‘e facil de perceber , este vai ser um processo que envolve muita gente e distintas pericias, e o pagamento deste trabalho pode ser feito em accoes.Tambem nao ‘e novo.
2-Titulos temporarios.Estes nao dao propriedade da Companhia , nem votos na direccao mas compram tempo de uso dos barcos. Uma pessoa pode ir juntando titulos como num esquema de poupanca e gasta-los como entender , quando entender , mediante a localizacao e o programa dos barcos.Pode ser alguem que compra 20E por mes e no fim de um ano faz um cruzeiro de fim de semana a Sesimbra ou um curso basico de vela , ou compra 100E e ao fim de um ano vai passar uma semana a mergulhar nas Formigas, ou ao fim de dois uma semana a surfar em Fernando de Noronha.Uma turma de Historia  junta-se e compra uma aula flutuante no Tejo. Os valores sao puramente inidicativos e a flexibilidade ‘e total, porque esses titulos podem ser vendidos tal como  comprados.’E uma especie de time sharing mas muito mais flexivel e variado, e acessivel a a qualquer pessoa.

Nesta altura a Companhia precisa de gente especializada em gestao ; em marketing ; em web design; e direito tambem da sempre jeito. E claro , marinheiros, nada se faz sem eles, desde gente com umas nocoes basicas e pouca experiencia a velhos lobos do Mar E sempre de ideias.Nao posso afinar muito mais isto sem a ajuda de algum com conhecimentos mais profundos da materia , eu ‘e mais barcos…..Por isso se vir que as coisas podem tomar forma e se houver receptividade vou em Fevereiro ou perto ao Maranhao, onde numa praia perdida vive ha 40 anos um portugues que constroi os mais simples e eficientes catamarans que eu conheco.

02
Set
07

As Expedicoes

A Companhia vai-se dedicar a varios empreendimentos. Um barco tal como os que estao projectados pode ser a base de uma grande variedade de actividades, em aguas muito diversas. Aqui fica a lista preliminar. Depois dessa, fica so a faltar a explicacao da forma de organizacao , exploracao e gestao, mas acho que ja da uma boa nocao do que se trata

-Primeiro , Escola de Vela , alto Mar e Costeira.

-Depois , cruzeiros simples e em terceiro , e o mais importante , Expedicoes Oceanicas, Historicas , Cientificas , Humanitarias , de Surf , de Mergulho.

Mais detalhadamente:

-A introducao ‘a navegacao a vela , nao so para curiosos e iniciados pagantes como para uma multidao de miudos com vidas dificeis que em condicoes normais nunca sequer se podem chegar perto de um barco. Infelizmente nao ha falta deles numa grande quantidade de instituicoes sociais e uma tarde passada a navegar no Tejo custa perto de nada e pode fazer uma diferenca tremenda nas vidas desses miudos.Esta parte obviamente nao tem fins lucrativos.

-Alem disso um programa de introducao para quem tem curiosidade e inclinacao naval. Sem um foco intenso em curriculos para obter licencas de patrao de costa ou do que seja ( ate porque nao vale a pena , os curriculos nacionais nao sao adequados a este seculo) , simplesmente para dar um primeiro ( e segundo…) contacto com o Mar , ou refrescar aqueles que deixaram o interesse esmorecer.

-Um nivel seguinte com um programa de instrucao para quem seguir uma via profissional na nautica

-A seguir , nada inovador mas igualmente importante, simples cruzeiros costeiros , nada mais do que aluguer dos barcos com ou sem tripulacao para “passeios” curtos. Isto ‘e banal , mas a diferenca vai estar em como ‘e organizado , onde estao localizados os barcos ( em Sesimbra…ou no Mindelo) e como se compram e vendem estes cruzeiros.

-O mais importante , as Expedicoes.

1, Oceanicas , como uma travessia Atlantica ou um Tringulo das Ilhas ( Lisboa , Madeira , Acores , Lisboa) . Uma experiencia unica para a maior parte das pessoas.Fiz umas pequisas , os precos que sao cobrados actualmente por viagens dessas por operacoes inglesas , francesas ou espanholas sao simplesmente imorais.Nao admira que pouca gente sequer pense em fazer isso

2,Historicas . Largar de Lagos para dobrar o Cabo Bojador ou , porque chegaremos la , demandar as Indias.

3 ,Cientificas. Simples exemplo , a Universidade dos Acores tem um departamento de Biologia Maritima que esta sempre a lutar com falta do meio principal para o seu trabalho: barcos. O custo para a Universidade de alugar um dos barcos por 15 dias , especialmente um barco como os da Companhia , ‘e mais do que atractivo , especialmente quando comparado com o mercado existente , esclerotico, atrasado , mesquinho e sem visao.

3, Humanitarias. Sabem quanto custa levar duas toneladas de livros escolares ate Bissau , por exemplo? Falem com uma ONG , pecam um orcamento. A Companhia das Indias pode faze-lo por um terco.Garanto.

4,Surf e Mergulho.Os adeptos destas duas actividades sabem bem que muitos dos melhores lugares para a pratica sao so acessiveis por barco. A Companhia vai la, e pode la ficar por uma semana.Seja onde for.

Alem destas actividades , essencialmente lucrativas , ha outra muito importante que ‘e criar um espaco de estudo e discussao sobre as Descobertas. Porque ‘e diferente estudar e discutir viagens maritimas em navegacao ou enquanto se prepara uma expedicao do que nos bancos da escola. Porque se pode efectivamente ir comprovar e experimentar como era.

E ‘e isto sumariamente , a descricao das actividades a que a Companhia se propoe. Falta-me explicar a forma de organizacao e o modelo de exploracao, e ver o que acontece…..

28
Ago
07

As Novas Naus

A base das Companhias das Indias eram os seus barcos.De enorme variedade e proveniencia , tripulados por gente de correspondente variedade e proveniencia , eram o esteio natural das actividades das Companhias. Sem barcos nao ha Carreira das Indias, Feitorias , exploracoes, contactos nem comercio , nem hoje nem ha 500 anos. Nao vamos construir nem recuperar naus , carracas , caravelas nem galeoes , o nosso objectivo nao ‘e uma reconstituicao historica , mas vamos aparelhar veleiros do nosso tempo , que nao vao ter luxos nem tecnologias superfluas  mas vao ser os indicados para todas as actividades da Companhia. Tal como as originais , quando nao tiver capacidade propria a nova Companhia aluga. Se ha coisa de que nao ha falta ‘e de veleiros de toda a especie, construidos e por construir , aparelhados ou por aparelhar , em Lisboa ou em Madagascar. ‘E no modo como estes sao adquiridos , geridos e rentabilizados que esta um dos segredos da nova Companhia das Indias.

26
Ago
07

As Indias e suas Companhias

Ha conceitos , nocoes e palavras que transcendem largamente a definicao do dicionario. “As Indias” sao um deles. Falava-se de Indias antes de se ter desenhado o sub continente indiano no planisferio.Ha 500 anos “Indias” caracterizava uma regiao de fronteiras muito fluidas que podia abranger tudo desde a Indonesia a Libia.Depois atravessou-se o Atlantico e passaram a haver Indias Ocidentais. No desenrolar do Gesta o conceito de India foi-se cristalizando , a definicao geografica foi-se estreitando ate chegar ao que ‘e hoje.

Mas as Indias nao sao so um sitio do Planeta. Sao uma regiao da alma. Sao um apelo para ir mais longe.Sao uma terra prometida na distancia , um sitio fantastico onde so se chega com mil esforcos mas onde se recolhem mil recompensas. As Indias fizeram os Portugueses sonhar durante seculos e lancar-se em aventuras que poucas pessoas de hoje podem compreender.

Houve pelo menos 6 paises com as suas Companhias das Indias. Para os 5 alem de Portugal , ja nao havia nada de espiritual na demanda das Indias.Quando foram criadas ja se sabia ao ultimo minuto de longitude onde ‘e que eram as Indias e o que ‘e que la havia.Estas Companhias inventaram um sistema de partilha de riscos e divisao de recursos que no seu essencial ainda hoje faz sentido e se pode aplicar.

Acredito que se pode criar hoje uma Companhia das Indias . Para juntar recursos de toda a especie e alcancar recompensas vastas. O Mar ‘e o mesmo. Ha Indias para Ocidente e Oriente. Ha conhecimentos , e um computador ligado a Rede ‘e uma pequena Escola de Sagres. Ha gente , ha vontade , ha destinos e oportunidades.

A Nova Companhia das Indias esta aberta a toda a gente que queira nao so demandar todas as Indias por Mar como ha 500 anos mas tambem a todos os que queiram estudar , discutir , pensar e projectar as Velhas Companhias da Indias.A todos os que pensam , como os mercadores de ha 400 anos , que o comercio maritimo de longa distancia ‘e uma grande oportunidade de investimento.A todos os que querem participar , mesmo sem sair de casa , numa empresa e num desafio para alem do comum. Enfim , a todos os que sonham com as Indias.




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