26
Apr
08

Scents Of Eden

Um livro muito interessante chama-se “Scents of Eden”, A history of the Spice trade , o autor ‘e Charles Corn , 1998 , Kodansha Interntional .

O titulo ‘e elucidativo e ‘e mais um daqueles volumes a que os academicos e eruditos torcem o nariz mas sao fundamentais e fazem todo o trabalho na causa de explicar a Historia ‘as pessoas que nao sao academicas nem eruditas mas mesmo assim procuram conhecimento.

Os anos vao passando , as analises vao-se solidificando, os complexos de esquerda ou direita evaporando, vai-se lentamente passando de uma escolha entre a visao heroica e gloriosa e a visao opressora e iniqua.

Aqui fica um extrato, quando se discutia ja a situacao pos queda de Malaca e quando os Holandeses eram ja senhores do comercio das Indias:

pp203

(…) the portuguese, in face of such odds, were surprisingly resilient, a quality recorded by the Dutch leader: “The greater number regard India as their fatherland, thinking no longer of Portugal; they trade thither little or not at all , living and enriching themselves out of the treasures of India, as though they were natives and knew no other fatherland.”

This is an insightful observation.Despite having been ousted from the Spice Islands and losing their monopoly to the Dutch , the Portuguese were scattered in pockets throughout Asia.No longer the great colonial force (…), the Portuguese-despite the reprehensible acts commited by some-were unique among European colonizers of the Far East in their ability to involve themselves deeply in the social and cultural lives of the Asian peoples among whom they did retain a foothold.(…).By the same token , such expatriation was repellent to the Dutch , who ditrusted the Malays less on religious grounds than for their alleged dishonesty in trading.Catcholicism , while hardly supplanting Islam, ahd taken root here and there from India to the Malay archipelago thanks to the Portuguese and the Portuguese language rolled more easily off Malay tongues then did Dutch or English.Ironically, if any European tongue was the language of merchant intercourse, even in Batavia , it was Portuguese, much to the displeasure of the Dutch , who had overridden the Portuguese in matters of trade but made little effort to regard local cultures simpathetically.”

14
Dec
07

O Rei Merceeiro

Sempre me intrigou o episódio em que Francisco I de França se referiu a D.Manuel como “O Rei Merceeiro” e como esse epíteto se espalhou e continua a aparecer regularmente.Na maior parte das referências que conheço de historiadores ingleses ou americanos, lá aparece o “Grocer King” antes de sequer  analisarem  bem o que lhe valeu o outro cognome , o de Venturoso.

Em francês , “épicerie”   quer dizer “mercearia” , mas acho que Francisco I queria dizer “Rei das Especiarias” , porque não me parece que no século XV o conceito de “mercearia” ou ” épicerie” tivesse muito a ver com que é hoje, e um “épicier” era aquele que lidava , negociava , especiarias. Que nessa altura tinham uma importância também muito distinta da que tem hoje o abastecimento mundial de cravinho ou pimenta.

Parece-me que o Rei de França tinha mais inveja que outra coisa , porque não era qualquer rei  que mandava rinocerontes ao Papa ou podia reclamar para si a suserania dos confins do mundo conhecido.As traduções e os mal entendidos linguísticos podem dar origem a visões negativas ou depreciativas , sem necessidade nenhuma. Gostava que os historiadores portugueses , quando se referissem ao “cognome internacional” de D.Manuel I usassem a forma mais fiel, parece-me a mim , tanto ao espírito como à letra do epíteto original, O Rei das Especiarias.

Pode perfeitamente ser que eu esteja enganado e que épicier em francês do séc XV se refira mesmo ao lojista , ao merceeiro , ao proprietário de uma loja de mercearias , e pode ser que no fim de contas Rei Merceeiro ou Rei das Especiarias vá dar ao mesmo.Não sei, acho estas pequenas questões interessantes.

.

Para quem quer refrescar a memória sobre o Merceeiro Venturoso e o seu reinado , está aqui:    http://www.rtp.pt/gdesport/index.php?article=58&visual=6

09
Dec
07

O Estado do Mar

Em Abril passado o DN incluiu um suplemento intitulado “Mar Nosso” , que eu só agora vi.Abre com um texto do deputado Pedro Quartim Graça , nome que eu vou registar porque nesse primeiro artigo ele identifica claramente os desafios , potencialidades , limitações e a importância para Portugal do Mar e de todas as actividades a ele ligadas . O deputado defende uma “estratégia nacional para o Mar” , coisa que tarda 30 anos , mas mais vale tarde que nunca. Toda a gente ligada ao meio conhece os problemas com que se depara o desenvolvimento da Náutica no nosso país, que vão desde falta de portos naturais e áreas  propícias à vela de cruzeiro até à teia burocrática que envolve tudo.

Historicamente quer-me parecer que “Portugal país de Marinheiros” é difícil de justificar se tivermos em conta os números totais da população e a dificuldade constante e quase invariável em encontrar tripulações suficiente e adequadas para as frotas. Hoje em dia o problema dos recursos humanos é diferente e relaciona-se mais directamente com o mercado, que naturalmente partilha características do país: pequeno , pobre, sobre regulado , avesso ao risco , conservador , limitado e desorganizado . Sobretudo desorganizado, porque muitas vezes confunde-se coordenar com complicar e multiplicar os processos. Nunca fez sentido para mim o ministro das Pescas ser o mesmo que o da Agricultura , não concebo como é que isto não só faz sentido para muita gente como é assim há uns 30 anos. Só há pouco tempo se criou uma Secretaria de Estado para o Mar , é uma clara demonstração da noção que os políticos contemporâneos têm da importância do Mar.

Mas não faltam pessoas nem vontades e o potencial nacional é extraordinário , passando por coisas como a naturalidade da instalação da Agência Europeia da Segurança Marítima Europeia em Lisboa  . Como interessados no Mar , profissionais ou amadores , não podemos  estar à espera do governo para resolver os problemas ou dinamizar o sector, porque se levou 30 anos a perceber a importância de uma entidade governativa autónoma para os assuntos do Mar, pode demorar 10 para que alguma coisa aconteça…talvez tarde demais.

O resto do suplemento “Mar Nosso” é em parte ocupado por queixas contra as novas restrições na Arrábida e outros lamentos uns mais justificados que outros , mas o que é certo é que na maior parte das vezes as pessoas propunham soluções ou pelo menos mostravam vontade de se envolverem no processo. É isso que faz falta , sobretudo deixar de olhar para o umbigo e pensar no Mar em geral como uma causa maior.

Da minha parte, vou exercer os meus direitos de cidadão interessado e vou contactar o deputado Pedro Quartim Graça , que escreveu muito bem sobre o estado actual do Mar, e saber o que é que ele , que pode, faz ou tenciona fazer.

04
Dec
07

Descobrimentos – alguns apontamentos

O texto que abaixo se apresenta é retirado de um livro chamado “Os Descobrimentos e a Ordem do Saber”, da autoria de Luís Filipe Barreto e publicado pela editora Gradiva, na colecção Construir o Passado, em 1989.

Os extractos retirados pretendem apenas dar uma pequena ideia de alguns dos aspectos dos Descobrimentos. De um lado, as alterações ao nível da alimentação e dos consumos. Por outro lado, apresentar alguns factos que ilustram o que era uma viagem através do Oceano até à Índia.

“Os Descobrimentos promovem uma contaminação e circulação de produtos e técnicas com interesse alimentar que até aí eram propriedade exclusiva de determinados espaços isolados. Podemos observar este sistema de trocas ao nível das frutas com a deslocação da melancia, da abóbora, da banana, de África para o Brasil e do caju, do maracujá, etc, do Brasil para África. […]
Os cereais universalizam-se também através dos Descobrimentos peninsulares, como acontece com o milho maíz, trazido da América para a Europa e, em seguida, para a Ásia e África. A cana-de-açucar e o café chegam aos Europeus através da civilização islâmica, mas, graças aos Portugueses, espalham-se pouco a pouco pelo mundo. […]

Para além dos alimentos /bebidas, existe também toda uma nova ordem mundial do gosto, que leva, por exemplo, à rápida difusão do tabaco a partir dos finais do século XVI […]

A atracção por novos cheiros e prazeres despoletada pelos Descobrimentos renacentistas não se reduz ao tabaco. O haxixe e o ópio entram também nos hábitos de alguns portugueses, como se vê nos Colóquios, de Garcia de Orta, que em 1563 nos informa da existência dum membro da alta nobreza, fidalgo “muito honrado”, completamente viciado no ópio. Por outro lado, […], sabemos que o haxixe/bangue, realidade cujo comércio rende à cidade de Goa, nos anos de 1545-46, 1600 pardaos, é vulgarmente consumido pelos Portugueses.[…]

Um outro lugar fundamental das formas de comportamento e valor articulado com os Descobrimentos que, embora de um modo breve, gostaríamos de apontar prende-se com o universo da viagem transatlântica.

Um grande navio dos finais do século XVI, caso da nau, tem uma tripulação de cerca de 100 a 120 homens e transporta em média 300 a 400 soldados e 200 e 300 passageiros. Como vive esta população de largas centenas de homens numa viagem à Índia que dura uma média de cinco a sete meses?

Os navios para a Índia deixam Lisboa, na sua esmagadora maioria, em Março ou Abril.[…] A organização das viagens, essencialmente da competência estatal, pressupõe toda uma máquina administrativa encarregue da construção e manutenção dos navios (a média de duração dos navios na carreira da Índia é de 10 anos, isto é, de 3 a 4 viagens), bem como do recrutamento e do abastecimento necessários aos mesmos.[…]

Em meados do século XVI, o porto de Lisboa tem empregados nos estaleiros, a Ribeira das Naus, cerca de meio milhar de pessoas (300 carpinteiros, 50 calafates, 50 pessoas a cortar madeira). Outros 300 trabalhadores ocupam-se do movimento de carga e descarga no porto, enquanto cerca de duas centenas de funcionários zelam pela Alfândega/Casa da Índia.

Números, sem dúvida significativos, pois colocam cerca de 1000 pessoas na tarefa imediata de preparação das viagens transoceânicas numa cidade macrocéfala com 100 000 habitantes e, no mínimo, com 150 000 portugueses espalhados pelo mundo numa população nacional que se estima à volta de 1 300 000. […]

A vida a bordo é dura, […] devido às próprias condições de navegação […] e às características dos navios que estão construídos, essencialmente, para transporte de carga, o que obriga os passageiros a viverem e a dormirem no convés ou nas cobertas.

A alimentação a bordo é quase sempre uma aventura, com alimentos insuficientes e frequentemente estragados. […] A alimentação para além do célebre biscoito baseia-se em carne salgada e no peixe pescado ao longo da viagem. […]. As condições de higiene que presidem à existência a bordo retratam as normas da época com mais algumas precauções complementares;[…]

À fraqueza geral da saúde corresponde uma elementar protecção clínica, pois, na sua esmagadora maioria, os navios apenas transportam uma pequena botica com produtos farmacêuticos e um barbeiro com experiência de sangrias, pelo que os padres que aparecem nos regimentos de bordo como “médicos da alma” se tornam , frequetemente, também médicos do corpo. […]

O mundo da viagem manifesta também uma forte presença da religiosidade e todo o viajante se confessa antes de iniciar a viagem. A bordo, o capelão celebra missa todos os sábados, domingos, dias santos e de festa, mas o próprio sentido do quotidiano, momento a momento, está cheio de manifestações religiosas, pois ao nascer do dia reza-se uma oração e à noite um padre-nosso e uma avé-maria[…]

29
Nov
07

A Cooperativa das Índias

Por sugestão iluminada de um amigo importante , estuda-se agora uma alternativa à organização da Companhia .Parece que afinal a Companhia das Índias vai ser uma Cooperativa das Índias.

As desculpas pela grande pausa que houve aqui, mais em breve , muito breve.

29
Sep
07

A Armada

Acabei aquele que ‘e provavelmente o melhor livro de Historia que alguma vez li. Chama-se “The Armada” , e ‘e , naturalmente , sobre a frota que ficou conhecida como La Invencible Armada  que em 1588 Filipe II mandou para o Canal da Mancha com o objectivo ultimo de invadir a Inglaterra.Foi publicado nos Estados Unidos em 1959 , o autor chama-se Garret Mattingly  e ‘e considerado o estudo definivo.
As razoes pelas quais andei duas semanas absorvido naquilo sao varias.Uma , alem de ser um academico consumado e de ter revolvido todas as fontes desde o espolio imenso do Arquivo Geral de Simancas ate cartas privadas de marinheiros  ingleses o homem consegue imprimir um ritmo e um estilo que fazem com que o livro se leia quase como um romance, as vezes como se esivessemos a ver um filme.Somos testemunhas da execucao de Maria , Rainha dos Escoceses. Espreitamos Filipe II na solidao monastica do Escorial , senhor de meio Mundo.Corremos as barricadas de  Paris quando o Duque de Guise humilhou Henrique III. Entramos com Drake ‘a bolina na Baia de Cadiz para pegar com os Castelhanos.E depois tomar  Sagres. Acompanhamos Alexandre Farnese , Duque de Parma e o maior genio militar da epoca , a inspecciconar as obras do cerco de Sluys , nos Paises Baixos com a sua coleccao de mercenarios que dava pelo nome de Exercito Espanhol.
Do Cais das Colunas ( ou do que estaria la antes de 1755) vimos as preparacoes dos mais de 150 navios que constituiam a Armada.Entre eles 10 galeoes portugueses , a perola e o esteio do Imperio. Vimos a defesa a ser praparada em Plymouth , e o trabalho de diplomacia e espionagem envolvido num tempo em que as noticias levavam pelo menos 10 dias entre Londres e Madrid e os pulpitos das igrejas faziam o papel da televisao hoje em dia.Sentimos a angustia do velho Duque de Medina Sidonia ao qual foi confiado o comando da Empresa com a frota ja em Lisboa, um comando que o Duque nao queria nem se sentia confiante nem capaz de exercer mas nao podia  recusar.Obrigacao da nobreza.Vimos o fanatismo religioso que permeia toda a epoca , os augurios , profecias e sermoes , o papel pernicioso do clero ( 150 padres e frades viajaram com a Armada ) , sempre pronto a instigar violencia , a distorcer os factos e oferecer os conselhos mais cretinos mas raramente disposto a expor-se ao minimo perigo ou desconforto.A Fe’ inabalavel dos dois lados , numa epoca em que todos eram fundamentalistas e que se resume nas palavras de Juan Martinez de Recalde, provavelmente o comandante mais experiente da Armada ,  nas vesperas  da partida e consciente da superioridade naval dos Ingleses  : ” Largamos para Inglaterra na esperanca confiante de um milagre”.
A seguinte razao ‘e que  accao se passa em aguas que me sao familiares, desde o Golfo de Cadiz ao Cabo de S.Vicente , da bela Corunha a Ushant ,do Cabo Lizard a Calais.
A terceira razao ‘e uma especie de masoquismo historico , o estudo vem confirmar a minha crenca de que o Fim comecou em Alcacer Quibir, e durante todo o livro emergem as pequenas provas da miseria e desgraca que foi para Portugal o dominio dos Filipes.Como a sangria e pilhagem dos ja magros recursos e o desvio da que foi em tempos , possivelemente, a mais poderosa frota do Atlantico para a Empresa de Inglaterra  a caminho da destruicao , sangue e tesouro portugueses  lancados contra o aliado de sempre , a mando do inimigo de sempre.
No meio da tristeza do desperdicio , da raiva contra o Destino que nos perdeu a Dinastia , a Independencia e o Imperio , resta o que nunca se perde, a honra e o lugar que vai ser sempre nosso na Historia .
Fica esta  frase , no original porque me soa melhor:
” The galleons of Portugal were manned and commanded by veterans who would scarcely have panicked at the mere noise of a cannonade.Throughout all the rest of the fighting  no squadron in either fleet behaved with greater gallantry.”

15
Sep
07

Modus Operandi

Em primeiro lugar cabe dizer que o vou expor a seguir ‘e uma ideia ,  nao sei bem   como ‘e que se enquadra nos processos e regulamentos que regem as empresas e as actividades economicas em Portugal.Arrisco-me a a utilizar termos de modo impreciso e a que alguem com mais conhecimentos de gestao e economia do que eu ( o que nao ‘e nada difcil) me venha dizer que ou ‘e impraticavel ou ilegal , mas sao precisamente essas opinioes que eu procuro.

A participacao na Companhia pode fazer-se em tres modos diferentes:
1-Accoes , chamemos-lhe “classe A” , que serao postas a venda assim que a Companhia entrar em funcionamento. Estas accoes serao de valor baixo ,e espero que com o minimo de encargos possivel e sao titulo de uma determinada percentagem do capital e activos . Estes activos serao dois barcos  , um site e um plano de actividades anual para uma carteira de clientes/participantes.
Um determinado numero de accoes ( a definir) da ao proprietario nao so ‘a correspondente fraccao do valor da Companhia como como assento na Direccao , ou Comissao Directiva , que determina e coordena as actividades. Ate aqui nada de novo, a nao ser talvez o facto de eu querer ultrapassar a CMVM pela  direita. Nao faco segredo disso e se me for representado que   ‘e claramente ilegal , inviavel e arriscado , ha outras opcoes. Os activos sao moveis.
Um determinado numero destas Accoes A da igualmente direito a um determinado tempo de uso dos barcos , que pode ir de horas a meses.
Estas accoes podem ser compradas com dinheiro ou com tempo e trabalho.Como ‘e facil de perceber , este vai ser um processo que envolve muita gente e distintas pericias, e o pagamento deste trabalho pode ser feito em accoes.Tambem nao ‘e novo.
2-Titulos temporarios.Estes nao dao propriedade da Companhia , nem votos na direccao mas compram tempo de uso dos barcos. Uma pessoa pode ir juntando titulos como num esquema de poupanca e gasta-los como entender , quando entender , mediante a localizacao e o programa dos barcos.Pode ser alguem que compra 20E por mes e no fim de um ano faz um cruzeiro de fim de semana a Sesimbra ou um curso basico de vela , ou compra 100E e ao fim de um ano vai passar uma semana a mergulhar nas Formigas, ou ao fim de dois uma semana a surfar em Fernando de Noronha.Uma turma de Historia  junta-se e compra uma aula flutuante no Tejo. Os valores sao puramente inidicativos e a flexibilidade ‘e total, porque esses titulos podem ser vendidos tal como  comprados.’E uma especie de time sharing mas muito mais flexivel e variado, e acessivel a a qualquer pessoa.

Nesta altura a Companhia precisa de gente especializada em gestao ; em marketing ; em web design; e direito tambem da sempre jeito. E claro , marinheiros, nada se faz sem eles, desde gente com umas nocoes basicas e pouca experiencia a velhos lobos do Mar E sempre de ideias.Nao posso afinar muito mais isto sem a ajuda de algum com conhecimentos mais profundos da materia , eu ‘e mais barcos…..Por isso se vir que as coisas podem tomar forma e se houver receptividade vou em Fevereiro ou perto ao Maranhao, onde numa praia perdida vive ha 40 anos um portugues que constroi os mais simples e eficientes catamarans que eu conheco.




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